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SP terá R$ 353 bilhões com mudança do Cadastro Positivo

DCI

O novo modelo de Cadastro Positivo (CP) poderá injetar R$ 353 bilhões na economia paulista e possibilitar acesso ao crédito para um contingente adicional de cerca de cinco milhões de consumidores.

Os números fazem parte do recente desdobramento, por estado, de pesquisa da Serasa Experian divulgada no ano passado, e que constatou que o novo CP pode inserir até 22 milhões de consumidores no mercado de crédito nacional. Também no geral, a injeção com o modelo à economia será de R$ 1,140 trilhões, sendo R$ 577 bilhões na região Sudeste.

O aprofundamento do estudo foi um pedido da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC).

De acordo com a pesquisa ampliada, o estado de São Paulo, com 42,4% de inadimplentes, apresenta um índice maior que a média brasileira, que é de 40,3%. E a exemplo do que deve ocorrer no resto do país, o novo Cadastro Positivo tende a promover uma redução de até 45% na inadimplência no estado.

Poderá, ainda, adicionar cerca de cinco milhões de pessoas ao mercado de crédito, o que representa mais de 10% da população total de São Paulo. Essas pessoas estão fora do mercado de crédito não por serem inadimplentes, mas por terem pontuação de crédito baixa à falta de informação.

A aprovação do novo modelo do CP, na pauta de votação da Câmara dos Deputados, visa trazer uma forma mais abrangente e inclusiva de conceder crédito, tendo como base o histórico de endividamento do cidadão e a forma como ele paga suas dívidas com instituições financeiras, empresas de comércio e empresas de serviços como água, gás, energia elétrica e telefonia. Ou seja, o modelo valoriza os pagamentos realizados, os dados positivos, e não eventuais dívidas não pagas ou atrasadas.

“A adição de mais pessoas e a ampliação do crédito para quem já está no mercado, proporcionadas pelo novo modelo de Cadastro Positivo, têm potencial de baixar os juros dos empréstimos e financiamentos”, observa Elias Sfeir, presidente da ANBC, por meio de nota exclusiva ao DCI. Mas o especialista acrescenta que os principais benefícios são sociais, não só porque haverá redução da inadimplência pela prática de taxas de juros mais justas, mas porque o estímulo ao mercado de crédito é fundamental para estimular as economias locais.
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